Dpjo

uma entrevista com Antônio Carlos de Oliveira Ruellas

Matheus Melo Pithon

Com imensa alegria e responsabilidade, aceitei o convite para coordenar a entrevista com o professor doutor Antônio Carlos de Oliveira Ruellas, um dos expoentes da Ortodontia brasileira. Para os que não o conhecem, ele é natural de Areado/MG (próximo às conhecidas cidades de Alfenas e Poços de Caldas); graduou-se em Odontologia na Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas (EFOA — atualmente, Unifal) no ano de 1989; dois anos mais tarde, por indicação do professor Walter Alves Araújo, iniciou sua carreira como docente em nível de graduação na Universidade de Alfenas / Unifenas (quando estudante de graduação, e logo após graduar-se em Odontologia, o professor Ruellas lecionou aulas de Física em um conhecido curso pré-vestibular na cidade de Alfenas). Na sequência, ingressou nos cursos de mestrado e doutorado em Ortodontia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde destacou-se como aluno, tornando-se, em seguida, professor dessa renomada instituição — cargo que exerce com maestria até a atualidade. Recentemente, o professor Ruellas concluiu seu pós-doutoramento no Instituto Militar de Engenharia (IME), na área de Engenharia Metalúrgica e de Materiais. Em sua bagagem, contabiliza mais de 190 artigos científicos publicados em periódicos nacionais e internacionais, dois livros publicados (o mais recente deles é o “Biomecânica aplicada à Clínica”, uma obra prima da literatura ortodôntica), entre outras produções. Mais do que todas as suas titulações, produções e atributos já mencionados, o professor Ruellas destaca-se, ainda mais, pela sua simplicidade, humildade e generosidade com todos ao seu redor. Sempre impulsiona seus alunos a irem além do que ele próprio foi, dizendo que “Meus alunos devem ser melhores do que eu, e os alunos dos meus alunos devem ser melhores do que eles...”. É essa sua linha de trabalho: transmite tudo o que sabe e, quando não sabe, reconhece, nunca se esquecendo de buscar mais e mais conhecimento. Considero o professor Antônio Carlos, como o chamo até hoje, como o meu pai ortodôntico — por meio de seus conselhos e ensinamentos, mergulhei de cabeça na Ortodontia. Tive o privilégio de ter sido seu aluno nos períodos de graduação, especialização, mestrado e doutorado. Isso, em muito, me envaidece. Não sei da existência de outro aluno que tenha tido a sorte de ter sido seu aluno em todas as fases de aprendizagem. Aproveito para finalizar esse prefácio convidando todos a lerem e aproveitarem essa entrevista, que, sem sombra de dúvida, irá adicionar muito aos nossos conhecimentos ortodônticos.

Tuesday, December 11, 2018 15:56