Endo

Estudo retrospectivo dos procedimentos clínicos e radiográficos em dentes traumatizados submetidos à apicificação

Izabela Volpato Marques, Rosangela Getirana Santana, Carlos Alberto Herrero de Morais, Alfredo Franco Queiroz, Nair Narumi Orita Pavan, Margareth Calvo Pessuti Nunes, Marcos Sergio Endo

Introdução: injúrias traumáticas podem resultar em necrose pulpar em dentes permanentes imaturos. Objetivo: o presente estudo teve como objetivo avaliar os procedimentos clínicos e radiográficos do tratamento de dentes permanentes imaturos não vitais após apicificação. Métodos: trata-se de um estudo documental, transversal e retrospectivo, no qual recorreu-se aos prontuários de um núcleo de referência em traumatismos dentários da Universidade Estadual de Maringá (UEM), nos períodos entre 2005 e 2015. Foram incluídos trinta dentes permanentes com necrose pulpar e ápice aberto, cujo tratamento adotado foi a apicificação e obturação do canal radicular. Os seguintes parâmetros foram analisados: idade, sexo, tipo do trauma, dente acometido, estágio de Nolla, lesão periapical, forma do ápice, tipo de tratamento usado e avaliação radiográfica da barreira apical. Utilizou-se o Teste Exato de Fisher (p < 0,05) para avaliar possíveis associações entre a formação total da barreira apical e as variáveis desse estudo. Resultados: dos 30 dentes traumatizados, 19 eram de pacientes do sexo masculino (70,4%) e 8, do sexo feminino (29,6%). A faixa etária envolvida foi de 6 a 10 anos de idade, o dente mais acometido foi o incisivo central superior e a fratura complicada foi a mais prevalente. Entre esses dentes, onze possuíam lesão periapical (36,7%) e a maioria (63,3%) apresentava-se no estágio 9 de Nolla e com ápice em formato convergente (46,66%). Para o tratamento dos dentes com rizogênese incompleta, foram utilizados como medicação intracanal o hidróxido de cálcio (63,3%) e o MTA (6,7%). O número de trocas da medicação à base de hidróxido de cálcio variou de 1 a 9. A frequência de trocas, na maioria dos pacientes, foi mensal e o valor médio da duração dessas trocas foi de 5,8 meses, enquanto a média do tempo total do tratamento foi de 11 meses. Foram realizadas investigações sobre possíveis associações entre a formação completa da barreira apical e outras variáveis, e nenhuma delas mostrou resultados estatisticamente significativos (p > 0,05). Conclusão: tanto o hidróxido de cálcio quanto o MTA foram capazes de induzir a apicificação, bem como a reparação tecidual dos dentes traumatizados avaliados. Pôde-se observar que não houve significância estatística quando comparadas as variáveis, como forma do ápice, lesão periapical, tipo do trauma, tempo total das trocas de hidróxido de cálcio, tempo total do tratamento e controle, associados à calcificação total da porção apical.

Palavras-chave: Endodontia. Ápice dentário. Hidróxido de cálcio.

Como citar: Marques IV, Santana RG, Morais CAH, Queiroz AF, Pavan NNO, Nunes MCP, Endo MS. Retrospective study of clinical and radiographic procedures in traumatized teeth submitted to apexification. Dental Press Endod. 2019 May-Aug;9(2):29-35. DOI: https://doi.org/10.14436/2358-2545.9.2.029-035.oar

Saturday, August 17, 2019 10:09