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Ortodontia, disfunção temporomandibular e oclusão: ciência aplicada à prática

Paulo César Rodrigues Conti, Ana Cláudia de Castro Ferreira Conti

A má oclusão foi, historicamente, relacionada como fator responsável pelo aparecimento de sinais e sintomas de Disfunção Temporomandibular (DTM). Nesse contexto, por muito tempo a correção do mau relacionamento dos dentes foi proposta por meio de extensas reabilitações, Ortodontia ou ajustes oclusais, eliminando, dessa forma, contatos oclusais e interferências para tratamento de tais desordens. Um melhor entendimento dos fatores etiológicos envolvidos nessas DTMs, associado a critérios de diagnóstico mais precisos, foi, no entanto, desmistificando aos poucos tais conceitos puramente mecânicos, levando cada vez mais em consideração a participação dos fatores sistêmicos, genéticos e comportamentais, em detrimento dos fatores periféricos e/ou locais. As inúmeras publicações que enfatizam a improvável relação causa-efeito entre o histórico de tratamento ortodôntico e o surgimento de sinais e sintomas de DTM demonstraram a participação apenas coadjuvante tanto da Ortodontia quanto dos fatores oclusais nesse contexto. O objetivo deste artigo é discutir a não relação de fatores oclusais e do tratamento ortodôntico no surgimento de sinais e sintomas de DTM, contribuindo para uma prática ortodôntica que respeita seus limites e reconhece seus benefícios de atuação, sempre embasada em evidências científicas; além de oferecer sugestões de conduta ao profissional ortodontista em relação às DTMs.

Palavras-chave: Tratamento ortodôntico. Ortopedia. Disfunção temporomandibular.

Como citar: Conti PCR, Conti ACCF. Ortodontia, disfunção temporomandibular e oclusão: ciência aplicada à prática. Rev Clín Ortod Dental Press. 2017 Abr-Maio;16(2):35-43. DOI: http://dx.doi.org/10.14436/1676-6849.16.2.035-043.art

Friday, May 25, 2018 12:00